Em um dia qualquer, quando menos esperava Rita recebe uma ligação,e não essa uma ligação qualquer, mas, a ligação. Ligação essa de uma velha amiga nossa, daquelas que você conhece no seu ensino médio, e que por algum motivo que você desconhece, ela acaba mudando de colégio, começa a namorar e como um passe de mágica some de nossas vidas. E foi nessa ligação onde tudo começou.
É então que nessa “bendita ligação”, essa nossa amiga (Tão “bendita” quanto à ligação, ou até mais) acaba por nos convidar para dividirmos o aluguel de uma casa de praia durante o carnaval, que mal sabíamos nós o quão de fato era boa essa casa de praia. Eu e Rita ficamos a vibrar. Nossa, vai ser ótimo!Todas nós durante o carnaval, em uma casa da avenida principal, tão próximo da praia que nem pensar em pegar condução! Pronto!E para nós aquela casa seria a perfeição, que além de tudo tinha o preço bem acessível.
Como não desconfiar de uma amiga que você perdeu o contato, que do nada te liga e não foi para te avisar que alguém da família dela havia morrido e que por sinal você também conhecia. Mas sim, para te falar sobre uma casa tão boa como aquela. Mesmo que você não tenha sido uma das primeiras da lista que ela pretendia chamar, mesmos até que ela tenha te chamado porque não tinha mais ninguém para chamar e ficaria pesado o preço para aquela quantidade de gente que ela já tinha chamado. Como primeira ou mesmo última opção, o importante é que tínhamos sido lembradas, ah mas, se soubéssemos o que para ela significava bem localizada, porque para ela bem localizada significa perto de um bar, pois era só essa a proximidade de algo possivelmente interessante para o carnaval que essa casa tinha (E nem tanto assim porque fomos espertas e levamos bebidas o suficiente).
A alegria dessa tão “bendita casa” durou pouco, pelo menos para nós porque para essa nossa amiga durou tempo o suficiente para que ela ficasse tão convicta de que a casa ficava na avenida principal e que dava para ir caminhando para praia que mesmo vendo a tamanha distância que ficava de lá para avenida (É melhor nem imaginar a distância da praia, porque até imaginar isso, a pessoa chega a secar as canelas), descobrimos então que deveríamos no mínimo matar essa nossa amiga, quando em direção a casa (Primeira vez que fomos lá! Já no primeiro dia de carnaval)estávamos a perceber o quão distante ficaria para pegar a condução para sairmos a noite.
O primeiro dia foi o mais sofrido de todos e como se não tivesse sido o suficiente termos caminhado muito para pegar uma van(a qual não estava rodando, e acabamos indo de táxi) na volta caminhamos 3 km para pegar um táxi e entramos nós oito nesse táxi que nos deixou “próximo” da casa , mas tão “próximo” mesmo(Cheguei a seguinte conclusão: que o taxista e a nossa amiga eram parentes, só poderiam ser!) que acabamos nos perdendo, caminhamos tanto que teve alguém que chegou a pedir a Deus para morrer!(embora essa pessoa tendo nadado no álcool). Até hoje me pergunto como desistimos de degolar essa “nossa amiga”. Como? Mas, disso tudo tirei um grande aprendizado, pois se alguma amiga que a anos não entra em contato me ligar, perguntarei logo se alguém da família dela morreu, no caso de eu conhecer. Se ela disser que não, desligo em seguida para não correr o risco de novos convites como esse. Mas, apesar de tudo o carnaval foi perfeito!!!!
Ass. Flávia Sabrynne
Ass. Flávia Sabrynne
3 comentários:
Apesar de tudo, foi muito bom fazer parte dessa história!!!! Bju =)
Nossa, adorei a história! kkkkkkkk
Caraca muito ilário... adorei essa história
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