
O Brasil começa a viver, finalmente, novos tempos políticos.
O povo acordou com o pé direito e resolveu ir para as ruas exercer o poder que
é seu, por direito, e infelizmente estava esquecido por alguns anos. Algo que
parecia tão pequeno, se tratando inicialmente de uma manifestação quanto ao
aumento das tarifas de ônibus, foi tomando enormes proporções. E de repente, como se já não tivessem coisas
suficientes a serem protestadas, lá vem aquele turbilhão de projetos-leis
polêmicos, guardados nas gavetas do congresso nacional há anos. Mais algumas doses de indignação para a população
continuar protestando, dentre eles PEC 37, “Ato Médico”, “Cura Gay”.
É então que vem a “Super Dilma”, e faz alguns vetos
importantes salvarem a nossa política; as nossas profissões (profissionais de
saúde, exceto médicos) e acima de tudo a nossa saúde, a saúde da nossa
população, que já passava por “maus bocados”, não precisava de nada mais que
não fosse para somar, “benditos vetos”! Nem “tão benditos assim”, quando entrou
em questão a “Cura Gay”. Bastante polemizado pela mídia, tenho que concordar,
mas também, com seu fundo errôneo e preconceituoso por traz dessa lei, dito por
especialistas. De um jeito ou de outro, essa presidente, cujo “pau de
galinheiro” se achava limpo frente a ela, conseguiu melhorar sua imagem naquele
momento de grandes manifestações, em que até impeachment era cogitado pelos
populares.
Alguns ouvidos, e resolvidos, outros apenas ouvidos e mais
alguns nem isso, assim findou-se os protestos e manifestações pelo país. Não
por acaso, nossa presidente e toda a corja daquele congresso, começa a parecer
se importar com a população, ou com a derrubada dos seus poderes, outra
possibilidade. O que a pressão popular não é capaz de fazer? Eis, a pergunta
que perdurou. Coisas surpreendentes
começam a acontecer, a PEC 37 cai, e todos que eram a favor no congresso passam
a comemorar a derrubada desse projeto-lei, no mínimo irônico e asqueroso,
tamanho ao cinismo deles; corrupção passando a ser crime hediondo; preocupação
com quanto à falta de médicos em regiões carentes do país, e a
superconcentração em grandes centros, e para sanar essa carência, o surgimento
do polêmico programa Mais Médicos.
Que venham então, dispostos a cuidar da saúde da nossa
população carente, que por azar de não terem nascido em grandes centros e
estarem distribuídos geograficamente em regiões paupérrimas, em que se a
alimentação já é escassa, “saúde nem se sabe o significado”. Venham para somar
com o nosso país! Criticados ou não, mas venham, e tenham a delicadeza com a
saúde da nossa população, que os nosso não estão tendo! Era o que deveriam ser
dito, ou pelo menos parecido, a esses médicos vindos de Cuba. Mas, a boa parte,
preferiu fazer críticas ridículas e de péssimo gosto. Um bom exemplo disso, melhor dizendo, “um
péssimo exemplo disso”, temos nas palavras absurdas de uma jornalistazinha,
postada em sua rede social: "Me perdoem se
for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica.
Será que são médicas Mesmo?”. É o tipo de coisa, que até só em pensamento
deveria ser crime.
Eis, um grande ponto polêmico, se o governo não faz nada, tá
errado (e tá mesmo), mas se faz, continua errado! Um pouco extremista, mas é
pensa, a população na maioria das vezes. O fato é que muitos esquecem que esses
médicos cubanos, tão taxados, vieram para ocupar vagas em locais, onde os
médicos brasileiros, “os semi-deuses”, não querem ir, nem
por salários altíssimos, e quando vão atendem no máximo, uma poucas horinhas
uma vez na, isso com muita sorte! Ganhando como se tivesse trabalhando quarenta
h/s. Mesmo tendo jurado proteger a vida humana em qualquer circunstância! E
Claro, que não pode ser generalizado. Pois, existem uns poucos que fazem jus a
seu juramento, deixam de ter o próprio umbigo como foco, e se importam mesmo,
com a saúde da população, não somente com aqueles que podem comprar a importância
que merecem.
Em meio a tudo isso, surge então na mídia denúncias de
médicos que só assinam o ponto e ganham suas pequenas fortunas do nosso
dinheiro sem sequer tocar no paciente. Digo mais, sem sequer ficar em seu local
de trabalho para saber quantos sãos os pacientes, quantos estão precisando de
seu atendimento e o porquê de estarem! Médicos em que a missão do seu dia se
ressume em assinar o ponto e correr para fazer o mesmo procedimento em várias
cidadezinhas próximas, onde o sua atribuição mais trabalhosa é ir ao banco no
final do mês e receber pelo que não foi trabalhado.
Outros profissionais
da saúde também realizam proezas parecidas. Exemplo disso é um fisioterapeuta
visitar um município, uma única vez por mês para atender a população, enquanto
recebe para passar 20 horas semanais. “Ele finge que atende, o paciente finge
que acredita que vai melhorar, às vezes até acredita por desconhecimento, ou
porque é o que resta, e acaba gerando descrédito da profissão e danos ao
paciente. É uma pena que o dinheiro na conta deste mau profissional, no final
do mês não seja fajuto, como o seu trabalho ou a falta dele. Mais um profissional
recebendo pelo o que não foi trabalhado.
Muitos profissionais botam a culpa no sistema, e em várias
outras coisas. Mas, esquecem que o problema não está só no sistema, não está só
na discrepância de salários dos profissionais de saúde e desvalorização dos
mesmos, não está só nas estruturas dos hospitais e postos de saúde, a reforma
não pode ser só nisso, tem que ser reformado também, os valores das pessoas,
esses também estão por demasia escasso.
Felizmente, esses “profissionais” não são maioria, ainda há
muita gente boa e competente com vontade de trabalhar de verdade. Eu penso, que
gente que não honra seu ofício, que fura fila, que compra coisas roubadas, que
não sede lugar no ônibus aos idosos, que só pensa em “se dar bem”, que não dá
bons exemplos aos filhos, não tem direito de criticar um político corrupto e
muito menos o governo falho. Já que, estando na mesma situação de poder certamente
cometeriam os mesmos erros, pois mesmo não estando, comentem parecidos. De fato
a ocasião não faz o ladrão, ela só o revela! Assim, bom mesmo seria viver num
mundo de pessoas esclarecidas, honestas e tra-lá-lá, mas, enquanto infelizmente,
não é possível, vai cada um fazendo a sua parte. Se bem não fizer, mal também
não há de fazer!








